Este trabalho sobre Música, escolhido pelo grupo em Setembro de 2008, tem como objectivo dar ao leitor uma breve história da música, com passagens pelos vários períodos da música, desde a Pré-história, Idade Média, Período Clássico, Romântico etc. Neste projecto iremos também abordar a música do Século XX, a chamada música Moderna, e elegemos quatro géneros ou estilos musicais mais ouvidos pela população Mundial, falamos assim do Rock, Pop, Techno e Hip-hop. Obtivemos a informação de que estes são os quatro géneros musicais mais ouvidos no planeta, através de pesquisas e leituras em monografias e Internet, bem como alguns programas televisivos como por exemplo o Biography Channel. O título do trabalho Trovadores, Compositores e Rappers, foi por fim escolhido após alguma discussão e ponderação. Histórias da Música, Música na sociedade, entre outros, foram algumas das hipóteses que desde logo colocámos como possíveis para o título do trabalho. Após uma leitura e compreensão do trabalho, pensamos que no fim o melhor título seria mesmo Trovadores, Compositores e Rappers. Com uma leitura aprofundada consideramos que o leitor compreenderá também o título do trabalho. Para a realização deste trabalho, consultaremos todos os recursos que acharmos importantes para que o trabalho atinja uma boa qualidade, para isso, seleccionaremos a melhor informação encontrada através da Internet, e iremos consultar todo o tipo de Centros de Documentação que tenham a melhor informação, com obras de alguns historiadores de música e bibliografias de alguns compositores/cantores sobre os movimentos/géneros dos vários períodos em que nos vamos debruçar. Esperemos que com esta metodologia, consigamos realizar um bom trabalho, fácil de entender, de ler por parte dos leitores e acima de tudo esclarecedora para os mais interessados em música.
Tudo tem um início… A música também não oferece excepção: as origens da Música remontam à Pré-História, levando-nos à primeira questão:
1.Porque se inventou a música?
A música não se inventou, criou-se através da mistura de sons e de elementos, elementos esses que fazem parte de uma linguagem não entendida por todos: foram «(…) os gestos dos indígenas e o som das suas vozes, mas não percebe o que dizem. Sente mas não compreende» (1). Para que essa linguagem conseguisse ser entendida por todos, criou-se uma linguagem comum e universal, que fosse entendida por todos. Ora, isto leva às primeiras manifestações de comunicação entre pessoas de diferentes tribos. Por isso, quando dizemos que se criou a música, não se criou apenas o ritmo, mas sim uma forma de comunicação. Com o passar dos tempos e com o evoluir do ser humano, foi imperativo que também a música acompanhasse essa evolução, começando a revelar as suas primeiras manifestações, daí, a nossa segunda questão:
1.2. Qual a função das primeiras manifestações musicais na Pré-Historia?
A função das primeiras manifestações musicais na Pré-História é, tal como já foi referido na questão anterior, a comunicação entre membros da mesma tribo, que estavam separados por montanhas ou por outras circunstâncias. Essa mesma comunicação teve de ser melhorada já que, como em tudo, as outras tribos começaram a perceber certas músicas e certos rituais. Assim, estas primeiras manifestações foram de comunicação e, em muitos casos, pedidos de ajuda para possíveis ataques de outras tribos. Outra função era a tentativa de possuir os animais através da música, uma vez que «(…) eles pretendiam completar a possessão do animal na sua essência, a sua alma.» (2)
A Figura representa a" possessão dos animais"
1.3 Trata-se duma função mágico-religiosa?
Podermos adiantar que sim, já que os “Anciãos” das tribos pediam muito a ajuda divina a partir da música, com cânticos próprios, e com preces muito próprias. Cada tribo tinha a sua maneira de “cantar” aos seus Deuses. Esses cantares eram com funções de ajuda para que tivessem boas colheitas ou simplesmente que chovesse, mas as mais importantes residiam no facto de se tentar possuir os animais e a sua alma, já que o ser humano sempre tentou entender e parecer-se com um “animal”. Esta música e estes “cânticos” deveriam trazer boa-sorte e vitoria nos confrontos entre tribos rivais, já que esse era uns dos principais objectivos da música.
2. O que é a música?
Para onde uns a música poder ser definida como uma simples definição para outros é mais um meio complexo e nunca se consegui definir, como tal apresentamos duas teorias de dois conhecedores de História da Música. Por um lado, temos a definição de Luís Rodrigues; «Não se tem definido suficientemente a música e poderíamos dizer que é impossível dar uma definição exacta de uma arte que começa onde a palavra acaba. Música é a arte onde a palavra que emprega como material o som produzido pela voz humana ou por instrumentos ou, de outra forma, é a arte de combinar os sons e de lhes regular a duração, tendo como elemento material o som e como elemento formal as varias combinações que se introduzam» (3). Por outro, a definição de Aeón Mames; «O conceito de Música vem da palavra grega Musiké que vem de musa, ao qual a antiguidade grega entendia ao princípio por artes das musas, poesia, música e dança (…)» (4). A única coisa que sabemos é que música é parte do nosso dia-a-dia e como tal encaramo-la de várias formas e de vários sentidos, mas depois de ler estas duas citações de dois autores diferentes sobre o que é a música, podemos concluir que não há uma definição exacta para o que é ou como foi inventada a música. Chegamos assim à conclusão que a música serviu, na origem, como forma de encarar a vida das pessoas através de rituais compostos por sons. A música estava muito associada à espiritualidade e, passou a criar-se conforme o estado de espírito, conforme o momento que se vivia. Com isto colocamos a seguinte questão:
3. Os guerreiros até à Idade Média utilizavam a música?
Sabe-se que no passado, os guerreiros antes dos confrontos com as suas tribos rivais, faziam rituais apelando aos deuses que a batalha lhes corresse bem, utilizando a música durante o ritual e ao mesmo tempo com danças ao ritmo do som. De certa forma podemos dizer que a ‘’batida’’ foi criada por este bravos guerreiros e com os seus rituais, já que a mistura dos sons e das vozes eram a ‘’melodia’’ do ritual. A música era então um elemento imprescindível para os guerreiros na Pré-história.
Assim como surgiu, associada aos rituais primitivos, a Música também evoluiu ao sabor das necessidades inerentes à cultura e à sociedade medieval. Houve, assim, um propósito de inovação. Centremo-nos no Canto Gregoriano, movimento que nasceu na Idade Média.
1. Canto Gregoriano
Com o Canto Gregoriano assistimos ao fim da música como forma primitiva, ou seja utilizada apenas em rituais e comunicação, passando a ser mais elaborada e intelectual. O tipo de música mais antigo que se conhece é o Canto Gregoriano, que consistia numa única linha melódica cantada e sem qualquer acompanhamento. « Com o passar do tempo acrescentaram-se outras vozes ao Canto Gregoriano, formando o couro e as primeiras composições em estilo oral. «Sob forma coral, monódico e sem acompanhamento, o Canto Gregoriano é executado em uníssono mais ou menos numeroso (…)» (2). Estas cantigas, eram normalmente entoadas em Catedrais, ligando mais uma vez a música à fé, e neste caso a Deus, como dizia Paulo (Apóstolo): «cantando a Deus em vosso coração.». O texto era portanto, a razão de ser do Canto Gregoriano. Considera-se o Canto Gregoriano um marco importante na história da música medieval, na medida em que este rompeu com alguns costumes da época, nomeadamente costumes religiosos. «No Canto Gregoriano a música é dominada pelo sentimento religioso (…)» (3). A música e a religião sempre estiveram bastante ligadas, porém a união total de ambas acontece quando em couro, e nas Igrejas se entoavam cantigas, como uma maneira de apelar e rezar a Deus. «(…)além do Canto Gregoriano cantado nas igrejas, produziam-se na Idade Média muitas danças(..)» (4)
Sec XII, o Canto Gregoriano e a sua acção.
1.1 Qual a importância do Canto Gregoriano para os seguintes séculos?
Como sabemos o Canto Gregoriano, ou as músicas Gregorianas, eram entoadas em couros de igrejas. Porém, estes couros tinham de estar afinados e em sintonia. Na nossa opinião, hoje em dia existem alguns cantores que se inspiraram no ‘estilo’ Gregoriano, nomeadamente a os cantores de música Celta, como Enya por exemplo, que apesar de misturar sons não humanos nas suas músicas, o estilo Gregoriano está muito presente, os tons de voz afinados, e elevados, fizeram o que podemos chamar uma evolução no Canto Gregoriano.
2. Trovadores
Continuando a evolução da música, e após termos abordado o Canto Gregoriano, iremos agora falar acerca de um movimento que nasceu por meados dos séculos XIV-XV – os Trovadores. Trovadores ou movimento Trovadoresco é «fusão de elementos sociais, literários, linguísticos e musicais.» (2) Este movimento nasceu na Europa, mais precisamente m França por meados do século XIV. Este movimento é provavelmente aquele que mais influenciou a música no que ela se viria a tornar.
França, primeiros movimentos Trovadorescos no início do Sec. XV
A música Trovadoresca está relacionada com o estado de civilização dos povos, dos seus ideais poéticos e o desenvolvimento da língua. À arte dos trovadores não podem ser, portanto, estranho o espírito cavalheiresco da época, as cruzadas, o sentimento religioso e o amor.«A cantiga de amor a espécie mais desenvolvida, onde o cavalheiro fala do amor da sua dama e das saudades que por ela sente.» (3). A linguagem poética e o modo artístico das suas canções, giram à volta do amor e da guerra. «A cantiga da cruzada que era um ‘’tema’’ escolhido pelos Trovadores, onde narravam acontecimentos passados durante as cruzadas (..)» (4) Todas as manifestações nesta arte medieval visam servir Deus e a família. Quanto à origem, esta escola teve influências greco-latinas ao nível da poesia. A acção oriental, que se fez sentir através das Cruzadas, produziu inspiração popular, detectável nas melodias. Chama-se então “trovador” a um poeta-cantor que compunha música para os seus versos. Na Provença, distinguiam-se os trovadores do sul – Trouvadours – e os de norte – Trouvéres, embora utilizassem uma língua parecida com o francês. O movimento trovadoresco estendeu-se por toda a Europa e a sua difusão deveu-se às Cruzadas, que movimentaram grandes massas de guerreiros. Assim, além de inspirarem a forma e o estilo, as Cruzadas foram, também, um veículo em prol da divulgação deste universo cultural. O casamento dos príncipes foi igualmente neste último sentido: A arte de trovar era transmitida de trovador para trovador em lições individuais, orais ou escritas. O poeta trovador inspira-se muitas das vezes na natureza em lendas da época, ou no amor. 2.2 Trovadoresco Assim o movimento trovadoresco fica conhecido pelos seus quatro tipos de Cantigas: as cantigas de Amigo, cantigas de Amor, de Escárnio e Maldizer. As cantigas de Amigo, são cantigas de origem popular, com marcas evidentes da literatura oral (reiterações, paralelismo, refrão, estribilho), recursos esses próprios dos textos para serem cantados e que propiciam facilidade na memorização. Esses recursos são utilizados, ainda hoje, nas canções populares. Este tipo de cantiga, que não surgiu em Provença como as outras, teve suas origens na Península Ibérica. Nela, o eu-lírico é uma mulher (mas o autor era masculino, devido à sociedade feudal e o restrito acesso ao conhecimento da época), que canta seu amor pelo amigo (amigo = namorado), muitas vezes em ambiente natural, e muitas vezes também em diálogo com sua mãe ou suas amigas. A figura feminina que as cantigas de amigo desenham é, pois, a da jovem que se inicia no universo do amor, por vezes lamentando a ausência do amado, por vezes cantando a sua alegria pelo próximo encontro.
Exemplo de uma cantiga de Amigo é:
Exemplo (de D. Dinis)
"Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo!
ai Deus, e u é?
Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado!
ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs comigo!
ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi há jurado!
ai Deus, e u é?"(...)
Repartição das Ideias:
O lamento da moça cujo namorado partiu;
Deus é o elemento mais importante do poema;
Eu lírico feminino;
Já nas cantigas de Amor, o cavalheiro dirige-se à mulher amada como uma figura idealizada, distante. O poeta, na posição de fiel vassalo, se põe a serviço de sua senhora, dama da corte, tornando esse amor um objecto de sonho, distante, impossível. Neste tipo de cantiga, originária de Provença, no sul de França, o eu-lírico é masculino e sofredor. Sua amada é chamada de senhor (as palavras terminadas em or como senhor ou pastor, em galego-português não tinham feminino). Canta as qualidades de seu amor, a "minha senhor", a quem ele trata como superior revelando sua condição hierárquica. Ele canta a dor de amar e está sempre acometido da "coita", palavra frequente nas cantigas de amor que significa "sofrimento por amor". Essa relação amorosa vertical é chamada "vassalagem amorosa", pois reproduz as relações dos vassalos com os seus senhores feudais. A sua estrutura é mais sofisticada.
Exemplo de uma cantiga de Amor é: Lírica galego-português (de Bernal de Bonaval):
"A dona que eu am'e tenho por Senhor
amostrade-me-a Deus, se vos en prazer for,
se non dade-me-a morte.
A que tenh'eu por lume d'estes olhos meus
e porque choran sempr(e) amostrade-me-a Deus,
se non dade-me-a morte.
Essa que Vós fezestes melhor parecer
de quantas sei, ay Deus, fazede-me-a veer,
se non dade-me-a morte.
Ay Deus, que me-a fezestes mais ca min amar,
mostrade-me-a hu possa con ela falar,
se non dade-me-a morte."
Cantiga de Amor
Repartição de Ideias:
O sofrimento amoroso do eu-lírico perante uma mulher idealizada e distante; Amor impossível; Vassalagem amorosa "o eu lírico usa o pronome de tratamento "senhor";
Para finalizar temos ainda a cantiga de Escárnio, esta satiriza a sociedade ou uma pessoa em concreto, essa sátira era indirecta, cheia de duplos. O cómico que caracteriza essas cantigas é predominantemente verbal, dependente, portanto, do emprego de recursos retóricos sentidos.
Assim e acabando este movimento, temos a cantiga de Maldizer que ao contrário da cantiga de escárnio, traz uma sátira directa e sem duplos sentidos. É comum a agressão verbal à pessoa satirizada, e muitas vezes, são utilizados até palavrões. O nome da pessoa satirizada pode ou não ser revelado.
Exemplo de uma cantiga de Maldizer é:
Cantiga Joan Garcia de Guilhade
"Ai dona fea!
Foste-vos queixar
Que vos nunca louv'en meu trobar
Mais ora quero fazer un cantar
En que vos loarei toda via;
E vedes como vos quero loar:
Dona fea, velha e sandia!
Ai dona fea!
Se Deus mi pardon!
E pois havedes tan gran coraçon
Que vos eu loe en esta razon,
Vos quero já loar toda via;
E vedes qual será a loaçon:
Dona fea, velha e sandia!
Dona fea, nunca vos eu loei
En meu trobar, pero muito trobei;
Mais ora já en bom cantar farei
En que vos loarei toda via;
E direi-vos como vos loarei:
Dona fea, velha e sandia!"
Repartição de Ideias:
Não se fala directamente, da pessoa em questão; Existe um “ataque”, a pessoa em questão; Mas continua sempre a “presença” de Deus;
2.3 Qual a função dos trovadores?
Conclui-se assim, que os trovadores são uma parte muito importante na história da música, na medida em que com as suas manifestações e rituais revolucionaram a música, no que diz respeito a melodias, letras de músicas (com os seus versos compunham músicas) e pelo impacto que tiveram na Europa, nomeadamente com as cruzadas. Este movimento estendeu-se por toda a Europa e teve grande influencia no que hoje em dia é a música, pois as misturas de melodias e letras de versos de músicas que podemos ouvir nos dias de hoje, tiveram inicio na era medieval, por volta dos séculos XV. Este movimento foi evoluindo ao longo dos séculos chegando até ao século XXI com grande importância. Pode dizer-se que o movimento trovadoresco foi a base do que viria a ser a música nos séculos seguintes. Até que ponto podemos estabelecer comparações entre o esquema de elaboração das cantigas dos trovadores com as cantigas inscritas na chamada «arte urbana»? Por exemplo: haverá semelhanças entre a forma de compor no trovadoresco e a criação a cargo dos rappers? O nosso paralelismo obriga-nos a focar a atenção nas cantigas de escárnio e maldizer: se tomarmos como referência o pendor de crítica social e de um tipo de intervenção que os trovadores envergavam, podemos achar que os artistas de hip-hop se lhes assemelham nos propósitos, embora não possamos extrapolar ao nível de época e objectivos geracionais.
Fazendo uma puxada para a actualidade, e para dar melhor a perceber a nossa opinião acerca da importância deste movimento, falamos de um caso em muitos. O Americano com nome artístico de Eminem, é um exemplo da importância que o movimento trovadoresco teve, pois este cantor de hip-hop, devido à sua infância, e o meio onde cresceu, foi influenciado a gostar deste género musical. Quando dizemos que o movimento trovadoresco é «fusão de elementos sociais, literários, linguísticos e musicais.» e que se ensinava de trovador para trovador, pode dizer-se que nos bairros Norte-Americanos se passa o mesmo, já que milhares de jovens são ensinados e influenciados por um estilo musical que está muito ligado ou serviu quando foi criado, para criticar a sociedade Americana. Sem dúvida que o hip-hop está relacionado com pessoas de raça negra pois foram estas que sofreram na pele as grande distinção que houve na América entre brancos e negros, nomeadamente nos finais do séc. XX. Criaram então o hip-hop como forma de cântico, compondo músicas com os seus versos, e frases feitas, para criticarem a sociedade e exprimirem-se. O Hip-hop foi-se alastrando por toda a América e hoje em dia é um estilo musical apreciado e cantado por todo o tipo de raças. A maior parte destes cantores, nomeadamente Americanos, compuseram música com os seus versos num acto de revolta. Com isto podemos concluir que existe uma clara ligação do movimento trovadoresco com a música na actualidade, já que cada vez mais se misturam sons e géneros criando outro estilo, e cada vez mais as letras das músicas são poesias de grandes poetas aproveitadas para com o som, criar uma música. A música continua a evoluir… Não foi só o movimento trovadoresco que durante a Idade Média se destacou, com ele outros movimentos emergiram num processo de evolução musical. Como tal iremos falar de outra corrente musical: A música continua a evoluir…
3. Polifonia
As primeiras obras polifónicas surgem na alta Idade Média, ainda no ambiente profano, sob a forma de cânones. A prova mais antiga existente de uma tentativa para estabelecer regras na polifonia primitiva da música ocidental encontra-se num método publicado no Século IX com o título em Latim, Musica enchiriadis. A música religiosa desenvolve o estilo a partir dos organa. A maioria das músicas desse período até o início do período Barroco era predominantemente polifónicas. No século XX, a polifonia ainda conseguirá um grande destaque com a técnica dodecafónica criada por Arnold Schoenberg, onde ela volta a assumir um aspecto linear como os contrapontos renascentistas, em oposição à harmonia movimentada, também chamada de contraponto, vigente no século XIX.
3.1 O que é polifonia?
Polifonia é quando instrumentos ou vozes humanas (melodias) tocam ou cantam em simultâneo como dois instrumentos, duas vozes corais, um instrumento com dois sons, fazendo assim com que a monofonia perca importância «polifonia é o conjunto de várias melodias sobrepostas» (3). 3.2 Qual a primeira forma polifónica? A polifonia conhece a sua primeira forma polifónica na música religiosa a partir dos organa com o (Organum), onde as notas eram duplicadas criando assim uma melodia polifónica - «A primeira forma polifónica foi o Organum que apareceu no século IX» (4).
3.3 A partir de quando a polifonia começou a ganhar importância?
A polifonia começou a ganhar importância a partir do organum e da substituição da monofonia (apenas uma voz, um instrumento) - «A polifonia, começou a substituir a monofonia» (5), e assim criou novas melodias e reafirmou-se a nivél mundial. Como podemos reparar é certo que a polifonia não é exclusivamente ocidental, mas foi a partir daqui que essa música que se especializou - «Desenvolvemos a composição polifónica a um ponto nunca igualado» (6), com referências em países altamente civilizados como a Índia e a China. Polifonia é uma união heterogénea de vários sons que a partir do séc. XI se desenvolveu de tal maneira que os compositores conseguiram combinar duas linhas melodicamente independentes
O Organum
O Organum
Com a Polifonia nasce o Organum, que é um ‘’guia’’ (pauta nos dias de hoje) onde ordenadamente se inserem as várias vozes ou ritmos que vão ser usados durante a cantiga. Enquanto um cantor ou um grupo de coristas interpretava uma melodia litúrgica, um segundo cantor, um outro grupo coral, ou um instrumento duplicava-a nota contra nota partindo do uníssono ou da oitava e acompanhando-a em seguida à distância de uma quarta ou de uma quinta.
Existem outros tipos de polifonia como:
Polifonia instrumental
O uso da cornamusa, em que um dos dois tubos produzia um som contínuo, enquanto o outro desenvolvia livremente uma melodia, tinha começado a educar os ouvidos dos nossos antepassados e a iniciá-los no prazer de ouvir dois sons em simultâneo. Instrumentos musicais como a sanfona que foi construída de modo a mater uma vibração numa corda, enquanto nas outras, graças a um teclado, se executavam as variações.
Polifonia Vocal
Grupo Vocal
Como os instrumentos Musicais a voz humana não podia ficar indiferente a essa importante conquista técnica. Hoje em dia, num agrupamento sem cultura musical, certos harmonistas improvisados acompanham instintivamente com uma terceira de diferença o canto de um hino ou de um cântico. Não é possível precisar a data do nascimento da polifonia no ocidente. Durante dois ou três séculos ela balbuciou e infiltrou-se insensivelmente na linguagem musical popular e religiosa, depois encontramo-la definida e codificada, no século IX, pelo monge Hucbald da Flandres e seus discípulos que assim nos dão a conhecer os princípios essenciais da técnica do Organum.
Cronologia
- Século IX – Primeiras formas polifonias em que se tem o registro (organum). "Música enchiriadis" é publicado.
- Século XII – Auge da composição de organa.
- Século XIV – Formas polifonias da Ars Nova.
- Séculos XV e XVI – Contraponto renascentista.
- Século XVII – Contraponto barroco.
- Século XIX – Contraponto no estilo de Albrechtsberger (harmonia movimentada). -
Século XX – Contraponto dodecafônico de Schoenberg.
O Século XVI
A canção polifónica
Uma nítida reacção contra o academismo e o formalismo da escrita vocal surgiu nos novos músicos, desejosos de não mais sacrificar a subtileza dos textos a convenções de escrita musical e interessados em aligeirar as pesadas engrenagens dos seus contrapontos tão compactos. Servem-se de «entradas» mais aéreas, de imitações mais subtis, utilizam uma prosódia rápida, uma articulação silábica viva. Obras-primas como:
-O Velho (1480-1550)
-Claude le Jeune (1530-1600)
-Costeley (1531-1606)
-Jacques Maudiuit (1557-1627)
Devemos a estes e outros, obras de uma extraordinária perfeição e que suscitaram numerosos imitadores.
Tal como os trovadores, a Polifonia assume também um papel muito importante na história da música. Com este movimento a música ganha uma nova evolução, com os trovadores, começou por se compor letras criando uma música através dos seus poemas com inspiração no amor e em estados de espírito. Com a Polifonia consegue juntar as estas letras a um conjunto de sons todos misturados cortando com a monofonia. Pode dizer-se que nos finais do século XVII a música estava bastante evoluída em relação ao que foi e para que tinha sido criada, de tal maneira que os reis e os grandes senhores costumavam em espectáculos privados assistir nos seus castelos a bandas tocando exclusivamente para eles. Durante grande parte dos séculos XV até meados do século VIII-XVIII, as classes mais pobres é que compunham e criavam música, ou seja eram os artistas. Artistas esses que tocavam em sessões individuais para os reis, a música estava associado nesta altura ao luxo a que só os reis podiam usufruir.
1644- Nasce o construtor de violinos António Stradivari
1685- Nasce Johann Sebastian Bach
1703- Vivaldi nomeado mestre de violinistas no orfanato da Pieta em Veneza
1709- Bartolomeu Cristofori constrói o primeiro Pianoforte
1730- Surge a ópera cómica
1750- Morte de Sebastian Bach
Trata-se de uma das épocas musicais de maior extensão, fecunda, revolucionária e importante da música ocidental, e provavelmente também a mais influente. As características mais importantes são o uso do baixo contínuo, do contraponto, o violino e da harmonia tonal, em oposição aos modos gregorianos. Na realidade, trata-se do aproveitamento de apenas dois modos: o modo jónio (modo “maior”) e o modo eólio (modo “menor”). A música barroca é geralmente exuberante: ritmos enérgicos, melodias com muitos ornamentos, contrastes de timbres instrumentais e sonoridades fortes com suaves. A maioria das novas tendências teve origem em Itália e os seus músicos dominaram em todos os campos. No entanto, no final do período, emergiram novos estilos nacionais distintos. O período foi de enorme criatividade desde Shakespeare e Cervantes na literatura, a Newton e Galileu, nas ciências. Durante o período Barroco, os compositores desenvolveram novas técnicas instrumentais, bem como novos instrumentos, como o órgão, e o cravo.
Órgão
O período barroco assistiu ao nascimento da Ópera, ao crescimento das orquestras e ao florescimento da música instrumental. A Ópera surgiu em meados de 1590, cortando com a tradição, ou seja a maneira de compor e os próprios sons utilizados, eram completamente distintos dos que se utilizavam na era Medieval, nomeadamente com os Trovadores e com a Polifonia. «Em vez de várias vozes, o novo estilo colocava uma voz solista, ou um instrumento, por cima de um simples acompanhamento que consistia numa linha de baixo a que se sobrepunham acordes» (1). Tal como outros movimentos musicais (Canto Gregoriano, Trovadores) inovaram, a Ópera não foi excepção. Até à época Barroca, a música era apenas ouvida por reis ou príncipes, que nos seus castelos ou palácios ouviam bandas que tocavam apenas para eles em sessões privadas. A Ópera surgiu como uma ruptura neste aspecto, pois com este movimento a música passou a ser ‘para as massas’. Foi durante este período que se criou o concerto, onde o compositor ou a banda tocavam para uma plateia em locais próprios, normalmente fechados. A música, nomeadamente a Ópera, era agora para quem quisesse ouvi-la e tivesse possibilidade de assistir aos concertos dos artistas. A primeira ópera surgiu pela mão de Giulio Caccini, Jacopo Peri e ao poeta Ottavio Rinucini sobre o mito de Orfeu. A Igreja proibiu os enredos ‘imorais’ de certas óperas e proibiu a sua representação durante o Advento e a Quaresma.
Concerto de Ópera.
Pianoforte
Para além da classificação/inclusão da figura do compositor num período como o Barroco, será interessante questionar a intemporalidade da música de Bach e os efeitos revolucionários que causou mesmo para a contemporaneidade. O mesmo se estende a Beethoven. Pode considerar-se Johann Sebastian Bach, o ‘pai’ da música Barroca, nascido em Turíngia, na Alemanha em 1685, J.S.Bach que viria a morrer em 1750, é nome mais sonante da música no período Barroco, já que foi um organista e compositor extraordinário. «O seu papel na história da música, representa a síntese de um trabalho de séculos que ele levou à maior perfeição e à máxima expressão. A sua vasta obra, quer instrumental quer vocal, é de tal categoria e reveste um cunho de tal forma individual que, nunca, no seu género, foi ultrapassada.» (2) Tal como muitos artistas, J.S.Bach não foi famoso na altura em que viveu. Muitas das suas obras reflectem uma grande profundidade intelectual, uma expressão emocional profunda e, sobretudo, um grande conhecimento técnico. O mais impressionante de J.S.Bach, era a capacidade de criar, compor e inovar. Quando falamos no período Barroco, decidimos falar no caso de Bach por ter sido uma figura marcante, se não a mais importante neste período, já que conseguiu através da evolução dos instrumentos e da noção de espectáculo, criar um estilo próprio, ou seja, as suas composições na altura foram de uma qualidade e inovação muito elevadas. O órgão e o violino, eram os instrumentos de referência de Bach, «Pertencia já a uma numerosa família de músicos e foi de uma fecundidade extraordinária que abrange todos os géneros, desde as cantatas e missas até peças para violino…» (3) que na hora de compor, e com eles, construiu excelentes melodias paralisando plateias. Vários artistas inspiraram-se em Bach e aproveitaram o que de bom este deixou na música para assim continuarem aquilo que este tinha começado. Sem dúvida que o período Barroco, foi marcante por uma mudança nos costumes musicais.
J. S. Bach
3.1 Qual a importância do período barroco para a evolução/progresso da música?
Sem dúvida que o período Barroco ficou marcado por um corte com a tradição, ou seja, com este período que sucedeu a era Medieval, a música ganhou uma nova importância e passou a ser consumida por todos. Os grandes espectáculos de Ópera estavam à disposição de todos para serem vistos, as pessoas procuravam nestes concertos uma forma de diversão e distracção, ao mesmo tempo que os mais intelectuais assistiam em primeira fila aos espectáculos produzidos e às inovações dos artistas. Com isto o palco e a noção de espectáculo ao vivo, em que a presença de um público é determinante é uma criação do Barroco, e neste campo destaca-se a figura de J.S.Bach no que diz respeito ao espectáculo e o que este conseguiu inovar. «O modo como Bach trabalhou a música Barroca foi decisivo para que a história da música erudita ocidental o reconheça como o mais importante representante deste movimento.» (4)
1786- Estreia de “As Bodas de Figaro”, de Mozart, em Viena.
1789- Revolução Francesa
1791- Morte de Mozart
1804- Napoleão cora-se imperador
1824- Primeira audição de Beethoven em Viena
1827- Morte de Beethoven
Definindo música Clássica, pode dizer-se que este movimento é algo clássico, que nunca passa de moda, e que foi buscar muito do que é aos períodos passados, nomeadamente ao Barroco. « O conceito de ‘clássico’, prende-se, habitualmente com o concito de perfeição, algo que sendo antigo nunca passa de moda, algo que por ser exemplar é igualmente equilibrado e ‘bom’» (1) A música Clássica é considerada um género elegante e refinado, um pouco menos complicada e mais leve que a Barroca. Com a música Clássica substituíram-se alguns instrumentos, passando-se a usar mais instrumentos de sopro, deixando de lado o cravo. Neste período a música instrumental passou a ter uma maior importância que a vocal. Nesta época criou-se a Sonata, ou seja, a música era para ‘soar’ não tendo forma defenida, era uma obra com vários momentos para um ou mais instrumentos. Entre 1750 e 1820, compositores como Mozart e Bethoven desenvolveram um novo estilo musical com os conceitos de clareza, contentação e equilíbrio que espelhavam os conceitos de então. «Neste período, os compositores procuraram que uma simples melodia fosse acompanhada de progressões de harmonia» (2). Ambos marcaram a geração em que estiveram inseridos, e quando se fala em música Clássica, os nomes de Mozart e Bethoven surgem com naturalidade, já que foram ambos criadores de inúmeras composições que marcaram o movimento e a década deste período da história da música, bem como os espectáculos de Opera que proporcionaram.«São dois os compositores que definiram este novo modo de conceber a organização dos sons musicais: os vienenses Mozart e Bethoven. O seu trabalho influenciou todo o pensamento musical da Europa setecentista e esgotou, em termos de perfeição, todas as possibilidades criativas desta época da história da música.» (3) O iluminismo, centrado nas ideias humanas e da razão, desempenhou um papel importante nesta mudança. Esta foi uma época de grandes mudanças, com efeitos da revolução industrial e da colonização criando uma classe média emergente com tendência para ‘consumir’ mais arte.
Após esta pequena introdução ao período Clássico, e de referirmos os dois senhores deste período, centremo-nos num caso muito especial: Mozart. Elegemos Mozart como protagonista deste período da história da música, pelas seguintes razoes: primeiro, por ter nascido em pleno período Clássico, e segundo devido às suas composições, que se enquadram na nossa definição de música Clássica sustentada também por Lawrence Kramer. Defendemos também a tese que, Bethoven não é considerado um compositor Clássico, nem Romântico (período que se segue ao Clássico) mas sim a transição de um movimento para o outro (Clássico para o Romântico? «O génio de Beethoven afirma-se não só como inovador na forma musical mas também na capacidade de reunir o classicismo à nova expressão do romantismo, para obter formas inigualáveis.» 4 (Mozart óperas, heartz bauman edited by thomas bauman)
4.1 Mozart
Quando se fala em música Clássica, o nome de Mozart e o que este fez neste período devem ser citados, já que marcou uma geração de músicos e influencio outros. Mozart nasceu a 27 de Janeiro de 1756, foi um compositor do período Clássico. Compositor austríaco e um dos maiores génios da história da música. Ensaiado pelo pai, começou a tocar cravo com quatro anos, e aos seis tocava vários instrumentos e compunha. Tocou em vários países da Europa, compondo sempre, e continuando a aprendizagem. Com 13 anos foi nomeado músico da Corte de Salzburgo. Nas suas viagens a Itália entusiasmou-se pela composição de Óperas, e em 1781 estreia a primeira, Idomeneu (Ópera). Em 1782 fixou-se em Viena, casou com Constance Weber (primeira única mulher) e estreou O Rapto no Serralho. Inicia-se então o período mais rico da sua obra e o dos seus trabalhos mais significativos, com as suas três melhores óperas: As Bodas de Fígaro; D. João e Cosi fan Tutte, onde comédia e tragédia se confundem e sublimam, transcendendo as divisórias convencionais da ópera. No entanto, o sucesso de público não o favoreceu e, tendo uma família numerosa (seis filhos), passou grandes dificuldades financeiras e trabalhou de mais, tendo composto, só no último ano de vida, cerca de 30 obras. Foi considerado o maior compositor de todos os tempos por figuras como Haydn e Wegner, pela maneira inexcedível como empregou as formas musicais dos seu tempo, sintetizando-as, recriando-as e ultrapassando-as através de um estilo pessoal, com o que atingiu o ponto culminante do classicismo. Alcançou a perfeição em todos os géneros, ressaltando sempre a perfeita adequação da forma à expressão, a espontaneidade dentro do rigor e lucidez, o refinamento, a sobriedade e a intensidade pela transparência. Compôs cerca de 800 obras em 30 anos ininterruptos de criação.
Conhecido pelas mais de 600 obras que criou, Mozart mostrou uma habilidade prodigiosa desde a sua infância, começando a compor aos cinco anos de idade. Mozart sempre aprendeu vorazmente com outros compositores, e desenvolveu uma maturidade e brilho característicos do seu estilo, que variam do claro e gracioso ao obscuro e apaixonado - um conjunto moldado por uma visão da humanidade. Este fabuloso compositor terá sempre um lugar de destaque na história da música pelo impacto que teve.
4.1.1. Qual a importância de Mozart para a música no período Clássico?
Mais uma vez estamos perante um artista que teve mais sucesso após a sua morte do que em vida. Mozart marcou um período da música, onde cada vez mais esta era para as massas. As suas técnicas e mistura de instrumentos, bem como as suas composições sinfónicas, juntando o génio que há em si, fizeram de Mozart um autêntico mestre da Ópera e do espectáculo. Mozart, sendo um grande criador de obras, começou a escolher enredos com mais dramatismo e realidade. Os italianos começam a perder importância e franceses e alemães começam a escrever obras mais importantes do que aquelas que tinham elaborado até então. Foi Mozart que rompeu com a Ópera para as elites: com o «Rapto do Serralho», insiste, contra todas as convenções e contra os mecenas que o sustentavam, escrever uma peça em língua vulgar, alemã, e desprezar, assim, o italiano, que era a «língua da Ópera», foi algo marcante e ousado na época.
A Criação de Músicos Profissionais
Esta designação passou a ser dada apartir da altura em que os aristocratas contratavam músicos para uma espécie de novo entretenimento. Mozart foi um dos primeiros músicos ‘profissionais’, mas este acabou por ter dificuldades uma vez que o mundo musical ainda não estava preparado para suportar este novo ‘ideal’.
Evolução de Géneros do Barroco para o Período Clássico
Criaram-se então, telas musicais maiores que pudessem suportar uma audição mais intensa, o resultado foi o ‘Principio da Sonatra’, uma estrutura musical constituída por três secções e, assim, tem-se mantido arte até aos nossos dias. A sinfonia evoluiu da sinfonia barroca de pequena escala para uma forma de arte irónica. A orquestra sinfónica ficou normalizada e passou a ser algo bastante ouvido e apreciado pelas pessoas daquela altura. Na Ópera Mozart, sendo um grande criador de obras, começou a escolher enredos com mais dramatismo e realidade. Os italianos começam a perder importância e franceses e alemães começam a escrever obras mais importantes do que aquelas que tinham elaborado até então.
4.2. Beethoven, compositor Clássico ou Romântico?
Voltando à questão de Beethoven, e à sua importância na história da música, defendemos a tese que este compositor não se insere no Período Clássico, mas sim à passagem do movimento Clássico para o Romântico. «O génio de Beethoven afirma-se não só como inovador na forma musical mas também na capacidade de reunir o classicismo à nova expressão do romantismo, para obter formas inigualáveis.» (5) Pode dizer-se que a questão que se coloca em relação à era que se insere, a era Clássica, foi devido às suas composições que surgiram, muitas delas, durante o período Clássico. No entanto a criatividade e as inovações que criou estenderam-se para o período Romântico, daí a dúvida se Beethoven é um compositor Clássico ou Romântico. Posto isto, consideramos Beethoven como o caso mais difícil de abordar quando falamos de música e Óperas, no entanto, não se pode considerar este compositor apenas um compositor Clássico ou Romântico, já que as suas inovações se estenderam por estes dois períodos.
1839- Sinfonia dramática de Romeu e Julieta, de Berlioz
1840- Casamento de Clara Wieck com Shumann
1874- Primeira exposição impressionista, em Paris
1877- Edison inventa o fonógrafo
Fonografo
O movimento Romântico emergiu no final do século XVIII nas belas artes, na literatura e, um pouco mais tarde, na música. Para os românticos a originalidade era fundamental e foi na natureza que procuraram e encontraram a sua inspiração.
Os compositores clássicos tinham por objectivo atingir o equilíbrio entre a estrutura formal e a expressividade. Os românticos vieram desequilibrar tudo. Eles buscavam maior liberdade de forma, a expressão mais intensa e vigorosa das emoções, frequentemente revelando seus pensamentos mais profundos, inclusive as suas dores e desgostos, muitas vezes amorosos. Muitos compositores românticos eram ávidos leitores e tinham grande interesse pelas outras artes, relacionando-se apenas com escritores e pintores. Não raro uma composição romântica tinha como fonte de inspiração um quadro visto ou um livro lido pelo compositor.
Beethoven foi um marco de grande relevância para o século XIX, sendo o poder emocional da sua música o precursor do que período denominado de Romantismo. Porém, a esta época e marcada por um grande compositor/pianista, falamos de Chopin.
A sua técnica refinada e a sua elaboração harmónicas são comparadas historicamente com as de outros génios da música, como Mozart e Beethoven, assim como a sua duradoura influência na música até os dias de hoje. A música de Chopin foi sem dúvida uma inovação, o piano nunca esteve tão presente para um compositor como para Chopin. Sabe-se que Chopin desprezava outros compositores, porém falava com eles, era bastante determinado e adorava o palco. Foi autor de inúmeros espectáculos e concertos onde nesta matéria nota-se alguma inspiração em J.S.Bach. As suas composições e o seu estilo foi de tal maneira m sucesso e relevante que, na música popular, Chopin, ou os seus êxitos, foram utilizados em filmes como por exemplo – The Pianist.
5.1 O Passado que o Romantismo Redescobriu
Alguns compositores foram impulsionadores da redescoberta da música do passado, exemplo disso foi Mendelson em 1840 ao dirigir a paixão segundo S. Mateus de J. S. Bach, conseguindo, assim, encorajar a que se interpretassem obras do passado.(1) «O romantismo ‘usou’ o passado mas rejeitou as convenções clássicas e experimentou novas e ousadas formas harmónicas» (1)
O Rock é um género musical que se veio a desenvolver durante e após a década de 60. As suas raízes foram o Rock´n´Roll e o Rockabilly, estes dois estilos emergiram e definiram-se nos Estados Unidos, nos finais dos anos 40 e início dos anos 50. Esta nova forma de música iria buscar influências a outros géneros mais antigos, sendo eles: os Blues; Country; Rhythm and Blues; Folk; Gospel; Jazz e a Música Clássica. Ao misturar estes estilos todos tivemos, então, uma simples estrutura musical muito parecida e muito baseada nos Blues, com isto cria-se um estilo “Rápido, Dançável e Pegajoso”.(1) in Guia da musica sobre o rock
No final da década de 60, e início da de 70, o Rock, e devido ao crescente número de pessoas a tocar este novo género, começa então a desenvolver-se por vários subgéneros que vão desde o Folk Rock até ao Jazz Rock.
Já que se deu a origem do Rock, teve-se então de gravar a primeira versão deste novo género. Com o culminar destas influências grava-se então esta primeira versão. Existem bastantes dúvidas sobre qual foi a primeira versão de uma gravação Rock, há quem diga que foram os “Rocket 88” de Jackie Brenston e os Delta Cats, que gravam então esta dita maqueta, maqueta essa que foi lançada para o mercado pela Sun Records de Sam Philips em 1951.
Dando continuidade à nossa pequena história, vemos que o Rock começa então a ganhar uma legião de fãs que começam a criar e a tocar ao som deste novo estilo de música, como tal questiona-se
1.1.1 Será que a criação do Rock levou ao acabar dos outros estilos?
Não podemos dizer que não. A identidade de cada estilo está bastante bem vincada no Rock, o que o Rock fez foi apenas utilizar estes estilos como base. A única contrapartida que isto trouxe foi a massificação deste estilo e, com isto, houve uma pequena perca de identidade. Por isso podemos dizer que todos os estilos continuam presentes, e não existe nenhum que se possa sobrepor a outro, já que é sempre necessário um primeiro para haver um segundo e um terceiro.
Assim vamos então agora explicar o que foi o Rockabilly, já que esta foi uma das raízes do Rock.
1.2 Rockabilly
O Rockabilly tornou-se conhecido durante o ano de 1950, este género era atractivo já que conseguia misturar batidas atractivas, guitarras e contrabaixos acústicos que ao enviés eram tocados com a técnica slap-back (batendo nas cordas).
O Rockabilly começa a dar sinais nos anos 40 quando a música Country se desenvolve. Artistas como Tennessee Ernie For dos Smoley Mountain Boogie; Hank Williams dos Rootie Tootie e Merle Travis dos Sixteen Tons, ajudam a este desenvolvimento criando músicas mais ritmadas e utilizando os instrumentos de outra forma, criando assim um novo género. Para algumas pessoas o Rockabilly foi criado dez anos mais tarde pela mão de Bill Haley quando este começa a misturar Jump Blues com Electry Country
O único músico que conseguiu elevar o Rockabilly ao seu expoente máximo foi Elvis Presley.
1.3 Elvis Presley
Elvis Aaron Presley nasce no dia 8 de Janeiro de 1935 no East Tupelo, Mississippi e morre a 16 de Agosto de 1977. Foi uma pessoa de muitos ofícios, tendo sido cantor, músico e actor. Foi mundialmente famoso como sendo o Rei do Rock, ficando também conhecido como Elvis the Pelvis, pela sua maneira extravagante e ousada de dançar. Uma das suas maiores virtudes era a sua voz, devido ao seu alcance vocal que atingia, segundo especialistas, notas musicais de difícil alcance para um cantor popular. “Quando eu ouvi a voz do Elvis pela primeira vez, eu sabia que não ia trabalhar para ninguém, e ninguém seria o meu chefe. Ele é o deus supremo do rock and roll de hoje. Ouvir Elvis e como escapar de uma prisão. Eu agradeço a Deus pelo Elvis Presley." - Bob Dylan.
A crítica especializada reconhece o seu expressivo ganho, em extensão e com maturidade. Além de virtuoso e de ter senso rítmico, força interpretativa e um timbre de voz que o destacava de entre os cantores populares, e hoje tido como um dos melhores cantores do século XX.
Entre os seus sucessos musicais podemos destacar: "Hound Dog", "Don't Be Cruel", "Love me Tender", "All Shook up", "Teddy Bear", "Jailhouse Rock", "It's Now Or Never", "Can’t Help Falling In Love", "Surrender", "Crying In The Chapel", "Mystery Train", "In The Ghetto", "Suspicious Minds", "Don't Cry Daddy", "The Wonder Of You", "An American Trilogy", "Burning Love", "My Boy" e "Moody Blue".
Elvis acaba por terminar a sua carreira em Las Vegas, onde se dedica a fazer espectáculos todas as noites, assim a carreira deste músico fica muito ligada ao Rockabilly, mas é com ele que o Rock começa então a ganhar outro ascendente, que o ascendente da mudança tanto na moda como nos costumes, que até àquela data não tinham sido postos em causa nem se pensava em alterá-los.
-Rei do Rockabilly.
Ao termos de escolher dois ícones mais marcantes do Rock, optámos por escolher os The Beatles e Jimmy Hendrix. Estes dois senhores marcam uma geração, com as suas músicas e com a sua nova maneira de encarar a vida e os governos daquela altura.
2. Baby-Boom
Foi com o baby-boom que se deu o início do que iria ser mais tarde os futuros movimentos de revolução. Este termo popularizou-se após a Segunda Guerra Mundial quando houve uma crescente natalidade nos Estados Unidos. Estas crianças nascem num mundo que tinha sido devastado por uma Grande Guerra e crescem ao sabor de uma outra, a Guerra-fria. Fustigados por viverem num regime ultrapassado, os chamados meninos do papá começam então a desencadear revoltas estudantis e a viver a vida de outra forma, dando valor à paz e ao amor. Digamos que o papel destes dois senhores que iremos falar agora mais a frente ajudou, e muito, ao sentimento de revolta e foi ao som de muitas destas músicas que se pensou e se fez no mítico ano de 1968.
3. The Beatles
Quarteto instrumental e vocal inglês de rock pop music composto por Ringo Star, John Lennon, Paul McCartney e George Harrison. O conjunto, que obteve enorme êxito a partir de 1962, vendendo milhões de discos, desfez-se em 1970.”Símbolos de um época e de um filosofia de Vida: os Beatles”.(2), Nova Enciclopédia Portuguesa, pág. 264 Vários autores. Primeira edição.
Embora inicialmente o estilo musical do grupo tenha sido influenciado pelo rock and roll e pelo skiffle dos anos 50, a banda explorou durante a carreira géneros que vão desde o rock melódico a rock psicadélico. Os "garotos de Liverpool", ou "Fab Four" – "Quarteto Fabuloso" – como eram chamados, obtiveram fama, popularidade e notoriedade até hoje inéditas para uma banda musical, e tornaram-se a banda de maior sucesso e de maior influência do século XX. As suas vestimentas, os cortes de cabelo, e sua crescente consciência social influenciaram a forma de ser dos jovens daquela geração; por causa disso, criou-se o termo Beatlemania. Após a banda se separar em 1970, os quatro membros iniciaram carreiras solo de sucesso.
Considerado o grupo musical mais bem sucedido da história, sendo os seus membros aclamados pelo público e crítica, com mais de um 1,5 bilhão de álbuns vendidos em todo o mundo e com 27 canções que atingiram o primeiro lugar nas Top´s apenas nos Estados Unidos da América, além de conseguirem ocupar, em determinado momento, os cinco primeiros lugares em meados de 1964 (números recordes até os dias de hoje) os Beatles influenciaram e ainda influenciam bandas de todo o mundo. Pela inventiva criatividade e originalidade nas suas canções, John Lennon e Paul McCartney criaram a mais célebre e famosa dupla musical de todo o planeta.
Os Beatles incluíram na sua carreira feitos que influenciaram todas as gerações seguintes: foram os precursores da música indiana no pop/rock ocidental; foram, igualmente, a primeira banda a fazer um vídeoclip das suas canções, e o álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band foi o primeiro do mundo a conter um encarte com fotos e letras das suas canções. Em 2003, a Rolling Stone americana classificou-o como o melhor álbum de todos os tempos e, em 2004, incluiu os Beatles em primeiro lugar na Lista dos Cem Maiores Artistas de Todos os Tempos. De acordo com a mesma revista, a música inovadora e o impacto cultural dos Beatles ajudaram a definir a década de 60; a sua influência cultural e pop ainda continua viva e intensa nos dias de hoje.
3.1. Beatlemania
Beatlemania foi um movimento que cresceu na década de 1960 com o advento da banda The Beatles. Naquela época os figurinos e os cabelos usados pelos quatro rapazes de Liverpool eram novidade e copiados. O estilo de música virou mania porque ia na contra mão das composições rebuscadas da época. A simplicidade era uma forma de linguagem e rebeldia ao estilo da época. Quem fosse a uma loja de discos podia ver faixas estendidas com o nome "Beatlemania" e à primeira vista ficava sem entender o seu significado.
Beatlemania
O dia 13 de Outubro de 1963, pode ser considerado o início oficial da Beatlemania, quando o grupo participou do show "Val Parnell's Sunday Night at the London Palladium", transmitido ao vivo pele rede de televisão ATV para 15 milhões de telespectadores. Os telejornais exibiam as manifestações das fãs enlouquecidas, o que recebeu o nome de "Beatlemania". Os Beatles tocaram apenas duas músicas, "She Loves You" e "Twist and Shout".
A rua em volta do Palladium foi cercada pelos fãs, que gritavam sem parar. Os Beatles quase não conseguiram passar o som. Outras redes de televisão apareceram para noticiar os acontecimentos e, na saída do show, o grupo quase foi esmagado pela multidão.
Todos os jornais de Inglaterra noticiaram nas primeiras páginas a confusão da noite anterior, ocorrida antes, durante e depois do show. Nada foi escrito sobre o show em si, pois tentavam apenas explicar o comportamento dos fãs. “Nunca tinha visto tanto fã junto”in Paul McCartney.
A palavra "Beatlemania" aparecia pela primeira vez nos jornais. Agora, os jornalistas passaram a implorar por entrevistas com os Beatles.
Ao falarmos da “Beatlemania” temos de abordar o efeito que ele teve no novo conceito de moda, que foi instaurado durante está década. Este novo conceito de moda vai acabar com os padrões de moda que até a data tinham sido instaurados e eram usados por todos. Como já foi dito não foi com os Beatles que as pessoas começaram a alterar a sua maneira de vestir, já com Elvis as pessoas começam então por optar por penteados diferentes, cores diferentes. Colocamos então a seguinte questão.
3.2 Será que a Música e neste caso o Rock, definiu um novo estilo dentro da moda ou apenas foi apenas mais uma tendência?
Bem fazendo uma comparação entre o início e a actualidade podemos ver que certos estilos musicais criaram mesmo novos estilos de moda, ora vejamos o exemplo dos Beatles em que eles mesmo ditavam a moda, já que as pessoas queriam todas ter os óculos do John Lenon, ou o corte de cabelo do Paul Mcartney, este fervorismo por copiar os seus ídolos e acima de tudo de se vestir como eles, vai criar uma grande ruptura nos padrões de moda que até a data eram tidos como absolutos e nunca tinham sido postos em causa, o exemplo dos Beatles é o mais conhecido porque foi aquele que mais marcou os jovens e que mais fãs teve com as suas novas tendências, mas não podemos deixar de falar de casos como Jimmy Hendrix que com os seus concertos e a sua maneira de vestir também marcaram muito os jovens que o iam ver. Podemos dizer que com o rock criou-se então um novo estilo dentro da moda graças a estes ícones.
Iremos agora expor a letra de uma música que pode ser encarada como o símbolo de uma mudança, de uma reviravolta nas crenças, dogmas e filosofias da vida mundana que até à altura tinham sido seguidas convictamente por uma geração mais antiga e de pensamento mais rígido. A nova geração que se seguiu pôs em causa tudo aquilo a que foram habituados e ensinados pelos seus antepassados. Assim, esta música marca pela sua simplicidade, já que retrata a vida quotidiana, tendo em conta os simples pormenores do dia-a-dia que foram desde sempre postos de parte, começando a despertar, nos jovens, um novo sentimento para a música.
3.2.1 A Hard day’s Night
Esta letra retrata então o simples dia-a-dia de um jovem, jovem esse que tem de trabalhar como ele diz que nem um cão para poder pagar as suas contas, ao fim do dia chega a casa e deparasse com a sua esposa. Mais a frente ele diz que trabalha também para poder oferecer a sua esposa o que ela mais deseja, mas acima de tudo ele agradece por chegar a casa ao fim do seu dia de trabalho. A leitura desta musica não da muito para aprofundar, já que a letra em si diz tudo. A escolha desta música foi devido então a sua simplicidade e originalidade.
Acabamos de falar no primeiro dos dois casos que escolhemos no rock, iremos agora dar inicio ao segundo que é o Jimi Hendrix.
4. Jimi Hendrix
Jimi Hendrix (nascido Johnny Allen Hendrix, mais tarde James Marshall Hendrix); nasceu em Seattle, 27 de Novembro de 1942 e morreu em Londres, 18 de Setembro de 1970 foi um guitarrista, cantor, compositor e produtor norte-americano, amplamente considerado um dos mais importantes guitarristas da história do rock.
Como guitarrista, ele inspirou-se nas inovações de músicos de Blues tais como B. B. King, Albert King e T-Bone Walker, assim como nos guitarristas de R&B (Rhythm and blues), tais como Curtis Mayfield. Jimi Hendrix é considerado por muitos como: o melhor e mais influente guitarrista de todos os tempos. Mick Jagger in Rolling Stone Jimi amplia a tradição da guitarra no rock, apesar de guitarristas anteriores, como Dave Davies (de The Kinks), e Pete Townshend (de The Who) terem empregue recursos como o "feedback" (microfonia), distorção e outros efeitos especiais.
Hendrix, graças às suas raízes no Blues, na Soul music e no R&B, foi capaz de usar estes recursos de uma forma que transcendia as suas fontes. Ele também foi um autor de letras e essas mesmas foram tocadas por inúmeros artistas. Como produtor musical, foi um dos primeiros a usar o estúdio de gravação como extensão das suas ideias musicais. Assim, a sua importância como estrela do rock coloca-o ao nível de figuras como Chuck Berry, John Lennon, Paul McCartney, Elvis Presley, Bob Dylan e Mick Jagger.
Jimi Hendrix, não marca tanto uma geração a partir das suas letras, já que ele se distingue por ser um grande guitarrista, mas sim pela sua presença em palco. Hendrix em palco usa roupas extravagantes, tem linguagem imprópria, fala de problemas sócias e acima de todo curta com os padrões que eram tidos pelas pessoas mais velhas. O episodio mais famoso desta ruptura é quando Hendrix queima um guitarra e a parte em pleno concerto, este acto deliberado mostra então que ele pouco, ou mesmo nada, se importa para o que as outras pessoas posam dizer ou pensar, é neste contexto que se começa então a vincar uma nova ideia que é, quem é verdadeiramente importante “sou eu”, e “sou eu” que dito o rumo a minha vida e sigo esse rumo independentemente de ser uma bom ou mão caminho, a que aprender com os erros, e isso mostra Hendrix com a sua nova maneira de ser, de estar e de pensar, assim e com este exemplo temos um senhor que com a sua presença em palco, define uma geração, uma maneira de pensar, e um futuro seguimento de vida.
Para que músicos, como Jimi Hendrix pudessem ter estas actuações e então marcar um século, tiveram de actuar naquele que é para muitos o maior palco rock do mundo que é Woodstock.
5. Woodstock
Woodstock foi um festival de música anunciado como "Uma Exposição Aquariana", organizado numa quinta de 600 hectares de Max Yasgur na cidade rural de Bethel, Nova York, nos dias 15 a 17 de Agosto de 1969.
O festival exemplificou a era hippie e a contracultura do final dos anos 1960 e começo dos anos 70. Trinta e dois dos mais conhecidos músicos da época apresentaram-se durante um chuvoso fim-de-semana para tocar para meio milhão de espectadores. Apesar das tentativas posteriores de emular o festival, o evento original provou ser único e lendário, reconhecido como uma dos maiores momentos na história da música popular.
O evento foi gravado num documentário e lançado em 1970, “Woodstock”, além de uma banda-sonora com os melhores momentos.
Agora passaremos pelos vários dias e mostraremos então algumas das bandas que tocaram no primeiro Woodstock da história.
Sexta-feira, 15 de Agosto;
-Richie Havens
-Country Joe McDonald
-John Sebastian -Ravi Shankar
-Joan Baez entre outros…
Sábado, 16 de Agosto;
-Keef Hartley Band
-Santana
-Janis Joplin -
The Who
-Jefferson Airplane Domingo,
17 de Agosto;
-Joe Cocker
-Johnny Winter
-Paul Butterfield Blues
-Jimi Hendrix
Wootstock
Começando então por dar uma pequena introdução sobre o que é o folk.
6.9 Folk
Folk rock é um género musical que combina elementos de música folclórica e rock and roll.
O termo surgiu num movimento que cresceu nos Estados Unidos e no Canadá em meados da década de 1960. O som era composto por harmonias vocais afinadas e uma abordagem limpa para a utilização de instrumentos eléctricos como a guitarra eléctrica. O repertório era desenvolvido a partir de fontes folclóricas e também de outros artistas como Bob Dylan.
O estilo passou também para a Europa em um distinto e eléctrico género chamado folk rock
britânico, pioneiro com bandas como Pentangle e Fairport Convention.
A partir da década de 1970 começaram a surgir ramificações no estilo que consistiam no relacionamento com outros géneros musicais contemporâneos, tais como o acid folk, folk psicadélico (relacionado com o rock psicadélico) e folk progressivo (relacionado com o rock progressivo). O folk progressivo foi representado pela banda Jethro Tull principalmente nos álbuns Songs from the Wood (1977) e Heavy Horses (1978).
Mas o músico que mais nos interessa no folk é Bob Dylan e é sobre ele que iremos falar.
6.9.1. Bob Dylan
Robert Allen Zimmerman, mais conhecido como Bob Dylan, nasceu em Duluth, no dia 24 de Maio de 1941 é um cantor e compositor norte-americano.
Nasceu no estado do Minnesota, neto de imigrantes judeus-russos, aos dez anos de idade Dylan escreve os seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu a tocar piano e guitarra sozinho. Começou a cantar em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi para a Universidade de Mineapolis em 1959, voltou-se para a folk music, impressionado com a obra musical do lendário cantor folk Woody Guthrie, a quem foi visitar em New York em 1961.
6.9.2 Mudança de estilo
Dylan muda de rumos artísticos, afastando-se do movimento folk de protesto e voltando-se para canções mais pessoais, introspectivas, ligadas a uma visão muito particular de mundo. As questões sócio-políticas de seu tempo como o racismo, guerra-fria, guerra do Vietname, injustiça social, dão espaço para a temática das desilusões amorosas, amores perdidos, liberdade pessoal, e surrealismos embaladas pela influência da poesia beat. Esta transição dá-se entre 1964 e 1966, quando Dylan electrifica a sua música, passa a tocar com uma banda de blues-rock com isto choca a plateia folk, com a sua aproximação ao rock “Ele traiu o movimento folk!”Dado Dolabella sobre Bob Dylan. Na época, muitos ignoravam que Dylan já havia tocado rock n´Roll na sua adolescência e apreciava artistas country como Johnny Cash, que já trabalhavam com instrumentos eléctricos desde os anos 50. O sucesso dos Beatles e demais roqueiros britânicos na releitura do rock americano também chamaram-lhe a atenção. Em compensação, foi aclamado pela crítica, ampliou o seu público, tornando-se cada vez mais influente entre artistas contemporâneos “Uma das minhas grandes inspirações” Kurt Cobain sobre Bob Dylan, e lançando assim os mais apreciados discos de sua carreira, com uma série de canções clássicas de seu repertório: "Maggie's Farm", "Subterranean Homesick Blues", "Gates of Eden", "It's Alright Ma (I'm Only Bleeding)", "Mr. Tambourine Man", "Ballad Of A Thin Man", "Like a Roling Stone", "Just Like a Woman", entre outros.
Em Maio de 1966, após uma tumultuada turné pela Inglaterra, devido ao formato rock dos shows, Dylan sofreu um grave acidente de moto que o afastou dos palcos e gravações até 1968. Em seu retorno, surpreendeu o público e a crítica com o álbum "John Wesling Hardin", fortemente influenciado pela música country, tendência que acentuou-se no trabalho seguinte, "Nashville Skyline", que trouxe o clássico "Lay Lady Lay" para os palcos.
Joan Baez outro nome também muito marcante da folk, este senhora teve um filiação com Bob Dylan, ajudando a promove-lo, foi influenciada pela Invasão Britânica mudando aos poucos o seu estilo de música por isso achamos que devíamos ter um ponto dedicado então a esta senhora da folk.
6.9.3. Joan Baez
Joan Chandos Baez nascida no dia 9 de Janeiro de 1941 em Staten Island, Nova Iorque é uma cantora norte americana de folk, conhecida por seu estilo vocal distinto e opiniões políticas que são apresentadas abertamente.
Joan Baez
A carreira profissional de Baez começa em 1959 no "Newport Folk Festival", onde com 18 anos, foi a grande revelação. Ela lançou-se pela Vanguard Records no ano seguinte o seu álbum de estreia, "Joan Baez", é uma colecção de baladas tradicionais que vendeu moderadamente bem, chamando a atenção, pela qualidade das musicas e por seu talento na guitarra acústica aliando a isto a sua bela voz de soprano.
Em 1964 lança o disco Joan Baez/5, incorporando neste trabalho uma selecção de populares canções folk dos Estados Unidos e da América Latina.
Além de folk tradicional e canções de protesto, ajudou a promover Bob Dylan, impressionada com as suas composições iniciais e incluindo várias delas no seu disco. Acabaram por ser namorados por um tempo, mas o relacionamento acabou em 1965. Entre os seus sucessos históricos desta época, podem ser citados "We shall overcome", "With God our side", "All my trials", além de outros.
6.9.4. Revolta
Assim como Dylan, Baez foi influenciada pela Invasão Britânica e passou a usar, ainda que discretamente, acompanhamento eléctrico, além do seu violão a partir de "Farewell Angelina", de 1965, pouco tempo depois de Dylan começar a experimentar o folk rock. No final dos anos 60, Baez começou a compor com poesia (lançando o livro "A Journey Through Our Time") e com a música country (com "One day at time", de 1968). No ano seguinte, lançaria um álbum duplo inteiramente dedicado às canções de Bob Dylan, "Any day now". Também tocou em Woodstock, numa época em que estava inteiramente envolvida na luta contra a Guerra do Vietname.
Em 1968 ela casasse com David Harris, um proeminente opositor da Guerra do Vietname que seria preso no mesmo ano. Harris, fã de música country, fez com que Baez fosse mais influenciada pelo country rock, começando com "David's Album", de 1970 e culminando com o duplo "Blessed are", de 1971, o seu último disco pelo selo Vanguard. A sua versão de "The Night They Drove Old Dixie Down" da The Band foi um sucesso, entrando para o Top Ten americano.
Voltando agora para Dylan, vamos então falar sobre a escolha da letra, esta letra retrata uma época que era conturbada, e fala então sobre mudança. Mudança essa que estava em curso e nada a podia parar.
Não é tão fácil nem tão simples explicar esta música como foi explicar a música do Beatles, já que esta não retrata apenas o dia-a-dia, retrata algo mais, esses mais é a mudança dos tempos. Os tempos pediam mudança, como diz a musica não critiques aquilo que não entendes, muitas pessoas recusaram esta mudança sem nunca perceber o que ela constituía e o que foi constituir para o futuro. Os senadores e congressistas tinham de evoluir não podiam ficar sempre ligado a uma passado, tinham que inovar e por mais que eles tentem e que os pais tentem não podem parar a mudança o rastilho foi ateado, e não a volta há dar a partir de agora ou se aceita esta revolução ou fica-se para trás. Por isso os tempos dão de mudança.
6.9.5. Uma pequena conclusão
Nesta parte do trabalho abordámos uma parte do rock, isolando dois casos no rock em si e mais um no folk. Falamos das origens do rock e nos seus vários subgéneros, abordamos o rockabilly e falamos do Elvis como sendo o expoente máximo do rockabilly. Antes sequer de falarmos na década de 60 damos ênfase ao Baby-Boom que foi então o marcar das gerações futuros e é a base da nossa teoria. Seguimos então com os Beatles e com o seu caso mais popular que foi a Beatlemania, assim colocamos a questão da moda e a influência do rock na moda, acabamos os Beatles com uma letra e com o comentário a mesma. Continuamos com Jimi Hendrix e o impacto que os seus concertos e a sua presença em palco tiveram para está época, não abordamos nenhuma letra já que achamos que Hendrix marcou mais pela sua maneira de ser e presença em palco. Damos então também especial atenção a Woodstock e Monterey como tendo sido palcos de lançamento destes ícones e por terem sido festivais onde muito se disse e se fez .
Abrimos assim outro ponto para o folk, onde falamos de Bob Dylan e de Joan Baez, e da sua ligação, acabando com a leitura e explicação de uma letra de Dylan, que foi uma das mais marcantes de sempre e que continua a ser.
Após passarmos por várias épocas da história da música, desde o canto gregoriano até aos trovadores, percebemos que estes dois estilos de música influenciam hoje em dia outras bandas, como o hip-hop, no caso dos trovadores, e o grupo Enya no caso do canto gregoriano. Iremos agora debruçar-nos sobre o tema música pop, atravessando as décadas mais relevantes do século XX, no que diz respeito a este estilo musical, e verificar como este se modificou desde o seu início ate ao presente.
Para iniciarmos este tema temos,primeiro de tudo especificar um pouco melhor no que consiste a música pop:
é um género que apresenta um ritmo muito específico. Este termo (“pop”) também pode ser utilizado quando qualquer tipo de música alcança um alto nível de vendas (música popular ou comercial).
É de salientar que, nas origens do rock, aparece igualmente um novo tipo de música que estabelece delicados limites entre a sua própria sonoridade e a sonoridade de alguns outros géneros musicais. Sem a mesma agressividade sonora do rock, este novo tipo de música transitava, por exemplo, nos anos 50 entre o rock n’roll e as baladas e, nos anos 60, confundia-se com a soul music. Época dominada pelos sucessos das big bands, ao estilo de Glenn Miller ou Duke Ellington, e de grandes vozes, como as de Frank Sinatra e Bing Crosby.
1.1 - Posto isto, será possível afirmar-se que a Musica pop foi melhor recebida pela população mais jovem?
Sem dúvida que sim. Este estilo foi, gradualmente, ganhando corpo e força até que nos anos 80 se transformou num “culto” específico para a população mais jovem. As novidades que surgiram a partir da ruptura artística provocada pelo rock estavam intimamente associadas a um novo ambiente económico, social e cultural. «Ambiente esse que acarretou características como a conquista de um poder pelos adolescentes, a valorização do consumismo, a expressão mais decisiva das aspirações libertárias dos jovens, o conflito de gerações, o confronto das segregações raciais, sexuais e sociais, o avanço das tecnologias de comunicação e o surgimento e a popularização de novas formas de entretenimento, como a televisão e o disco fonográfico» in . A Century of Pop: A Hundred Years of Music That Changed the World, Hugh Gregory, 1998, Chicago, softcover.
«Esta vertente musical pode ser apreciada por todo o tipo de público, daí se poder afirmar que é um estilo de música comercial, assim os artistas que se dedicam a compor canções neste estilo têm como principal objectivo obter um enorme sucesso de vendas.» in A Century of Pop: A Hundred Years of Music That Changed the World, Hugh Gregory, 1998, Chicago, softcover.
Capa dum dos álbuns que obteve maior êxito na década de 60 (1966)
Enquanto o rock se consolidava como género dominante e criava ídolos para os adolescentes, tais como Elvis Presley, Chuck Berry e Buddy Holly, a pop seguia outro caminho, tornando-se num estilo mais sensual e dançante, podendo até ser vista e designada como uma versão mais “doce” do rock, sendo que a suavidade e ritmos menos agressivos são características fundamentais deste estilo musical, que permitiu a sobrevivência da música pop em qualquer uma das épocas que se seguiram.
Relativamente às décadas de 60 e 70, é inevitável referir o músico Stevie Wonder, e o grupo musical ABBA, que deixaram marcas profundas no campo musical e que, ainda hoje, fazem parte da actualidade.
Falamos agora no caso de Stevie Wonder nasceu no estado de Michigan. Tendo a particularidade de ser um cantor cego e de raça negra, é importante referir a sua importância devido aos problemas raciais que estavam patentes nos EUA naquela altura. Wonder sempre quis marcar a diferença no mundo da música, tendo sido bem sucedido no seu feito, uma vez que um dos seus maiores êxitos, I Just Call to Say I Love You, ainda hoje está presente em variados momentos mais românticos das vidas de muitas pessoas de todas as faixas etárias, devido à sua conotação romântica. Quem é que já não teve vontade de ligar à sua cara metade para cantar apenas os versos do refrão? muitas vezes usamos para ligar às nossas namoradas e até para tardes com as nossas princesas.
Capa do famoso single “I just called to say I love you"
Retiramos a estrofe principal deste tema:
I just called to say I love you
I just called to say how much I care
I just called to say I love you
And I mean it from the bottom of my heart
Agora analisando-o percebemos que está aqui demonstrado uma parte do lado mais romântico da música pop, sendo esta, possivelmente, uma das razões pelas quais os jovens elegiam este género de música como o seu preferido.
Mais tarde, surge um grupo sueco de enorme sucesso – ABBA – composto por quatro elementos, tendo vindo a ser conhecidos maioritariamente devido ao facto de terem ganho o Festival Eurovisão da Canção com o tema Waterloo. Devido ao seu visual moderno e às suas músicas ritmadas e de cariz romântico mantiveram-se no top tendo durante largas semanas consecutivas, vindo apenas a ser destronados pelos Beatles. A maioria das suas canções marcou de modo fulminante a sua época, tendo sido este sucesso mantido ao longo dos últimos anos. Exemplo disso é o musical e o filme Mamma Mia! Que foram sucessos de bilheteira no último ano.
Álbum de tributo aos ABBA que engloba os maiores sucessos da banda, tendo sido lançado anos após o seu término (1993).
Apresentamos agora aos leitores do nosso blog um dos grandes exitos dos ABBA para que relembrem o passado que ainda hoje está presente nos nossos dias.
Por seu lado, a década de 80 foi dominada por aqueles que, mais tarde, viriam a ser apelidados de reis da música pop: Michael Jackson e Madonna.
Michael Jackson foi o primeiro cantor afro-americano a ser apresentado de modo frequente na MTV, ganhando uma fama brutal através do seu álbum mais vendido “Thriller”. «Este cantor ficou conhecido, igualmente, por ter inserido o moonwalk, um estilo de dança totalmente inovador baseado apenas num determinado movimento com os pés, o que fazia grande sucesso durante as suas actuações em palco. O seu estilo de música influenciou, e continua a influenciar, muitos artistas, nos mais variados estilos, como pop, hip-hop e R&B, por exemplo» in A Century of Pop: A Hundred Years of Music That Changed the World, Hugh Gregory, 1998, Chicago, softcover.
Álbum Thriller, de Michael Jackson (1982)
Ao falarmos de Michael Jackson não poderiamos deixar de referir o video clip mais vendido da história,figurando assim no livro do Guinees, sendo que a partir daqui os veideo clips foram vistos como pequenas peliculas de filme .
A rainha da pop, ou Material Girl ou simplesmente Madonna, iniciou a sua carreira musical no mesmo ano que Michael Jackson (1982). «Esta cantora ficou para a história da pop devido ao seu estilo irreverente demonstrado, principalmente, nos primeiros anos da sua carreira, o que se traduziu por misturar temas políticos, sexuais e religiosos aos temas das suas músicas» (3) Contudo, as polémicas não evitaram que esta tenha sido a cantora que mais prémios arrecadou ao longo da sua carreira.
Álbum "Like a Virgin" (1984)
Ficamos agora com um dos seus maiores êxitos
7.2. Sendo a música pop uma cultura de massas, será que podemos afirmar que certas bandas foram criadas para promover mais a imagem do que a sua própria música?
Backstreet Boys e Spice Girls são duas das diversas bandas que marcaram de modo intenso a década seguinte, a década de 90. A boysband Backstreet Boys ficou conhecida através de êxitos como “I’ll Never Break Your Heart” e “As Long as You Love Me”, entre outros, levando o público feminino ao rubro durante as suas actuações em concertos. Esta banda chegou até a fazer parte do Livro do Guiness como a banda com maiores sucessos de vendas. Foram inspiração para outras bandas como, por exemplo, outra banda pop denominada por ‘N Sync.
Álbum "BackStreet Boys" (1996)
Apresentamos a música As Long As You Love me, um música deste grupo que vai fazer recordar a muitas mulheres os seus ídolos de juventude.
No ano de 1995, as Spice Girls iniciavam a sua fugaz carreira que apenas viria a durar uns curtos três anos, vindo apenas a ser retomada no ano de 2000 no decorrer do qual lançaram o seu último álbum. Apesar de ter durado pouco tempo, esta banda feminina britânica fez as delícias das adolescentes femininas e não só, tendo vindo a ser recordista de vendas e uma das bandas femininas mais famosas da época. É de salientar que esta banda é caracterizada pelas músicas românticas e pelo facto de cada uma das cinco cantoras fazer questão de apresentar e evidenciar um estilo próprio de personalidade que se reflectia no seu modo se vestir.
Primeiro álbum das Spice Girls (1996)
Um dos êxitos desta Girls Band
A Música pop passou a ser vista como uma forma mais fácil, para quem tinha boa voz, para se poder aventurar no mundo musical e tornar-se famoso sem muito esforço.
Actualmente, no século XXI, os músicos da pop procuram alcançar rapidamente “o estrelato”, serem muito conhecidos e, com isso, obter enorme fortuna. Justin Timberlake é um cantor pop, compositor, actor, produtor e dançarino que começou a sua carreira numa Boysband, os 'N Sync, caso já referido anteriormente com os Backstreet Boys, sendo a segunda “banda de rapazes” que obteve mais vendas em todo o mundo, com 50 milhões de discos.
Álbum de 2002
Neste video clip vemos o que referimos a pouco, Justin Timberlake não é apenas um cantor mas tambem dançarino.
Aqui está a prova.
Actualmente, a música pop já se mistura com o R&B e um exemplo disso é o trabalho do músico Ne-Yo.
Tal como Justin Timberlake, este não é apenas cantor, é também actor ocasionalmente, e escreve letras para outros músicos. No ano 2000 compôs a música “Let Me Love You” para Mario, e todos conhecemos esta música por conter um lado romântico e por ser bastante ouvida nas rádios. «Quando percebeu que podia sair do “Backstage” e ter a sua própria carreira de cantor a solo, no seu primeiro álbum, In My Own Words, Ne-Yo atingiu os tops de vendas mundiais, alcançando assim o estatuto de vedeta pop.» (4)
Ultimo Álbum de Ne-Yo
7.3. Já falámos do romantismo das músicas da pop, então será que as mulheres são uma fonte de inspiração para um cantor pop?
Em 2007, estando mais seguro de si, Ne-Yo procura evidenciar a mulher e a sua primeira tentativa é com o Single “Because of You”, mas esta tentativa apenas é conseguida no terceiro álbum, “Year of The Gentleman”, onde músicas como “Closer”, “Mad” e “Miss Independent” são um hino para realçar a importância feminina na música e que está sempre presente no nosso dia-a-dia.
Após respondermos a esta pergunta ficamos com um excelente exemplo sobre o quando as mulheres sao uma fonte de inspiração para um cantor Pop, e não só claro.
7.4. Podemos perguntar se será possível “reinventar” a música pop?
Os Ting Tings lançaram o seu último álbum recentemente e, numa entrevista por Mário Osolinipara, quando deparados com a questão já apresentada a sua resposta foi: “Queremos continuar a ter sucesso e agradar a crítica, não precisando assim reinventar a pop por agora, bastando, talvez, umas novas sonoridades, contudo, daqui para a frente, o mercado irá, muito provavelmente estar sobrecarregado do mesmo género de músicas, daí, talvez daqui para frente seja necessário formar assim uma linha paralela que se inspire nas bases deste estilo, mas que por outro lado forme uma divergência, e até outra maneira de apreciar a música pop actual ”. O grupo apostou em referências explícitas a outros estilos musicais e assumiu que não há nenhum problema nisso.
Posto isto, e para concluir este capítulo sobre o género pop, revivemos momentos do passado, começando nos anos 50 e 60 e terminando na época actual. Viajámos no tempo desde Frank Sinatra, um ícone que não foi esquecido, passando por Stevie Wonder, Madonna, Mickael Jackson, pelas boysband mais afamadas dos anos 90 e terminando com dois dos músicos mais promissores, no momento, no campo deste género musical. Muitos outros cantores e muitas outras bandas não puderam ser referidas neste trabalho, no entanto, não se deve menosprezar a sua existência, uma vez que se acredita que, desde os anos 50, todos aqueles que marcaram o mundo da música no que toca à pop, contribuíram para o seu enriquecimento e desenvolvimento. Estando este género musical a caminhar num sentido crescente, sendo uma incógnita o que poderá vir a seguir.
IX.Techno O Techno é um estilo musical electrónico que surgiu em meados de 1980 e refere-se primariamente a um estilo em particular criado nos EUA com influências alemãs e desenvolvido nos arredores da cidade de Detroit, subsequentemente adoptado por produtores europeus. O termo Techno é frequentemente utilizado erroneamente para descrever todas as formas de música electrónica.” O Techno inventa uma música sem palavras, sobretudo composta, por sons electrónicos que repetem e se entremeiam” (1)
Os primeiros grupos de Tecnho, os Techno arts grafic foram um dos primeiros Techno a surgir. Foi desenvolvido em primeiro lugar em estúdios amadores pelos "The Belleville Three" (Os três de Belleville), um trio de homens afro-americanos que frequentavam a faculdade na época, próximo de Detroit, Michigan. Os músicos amigos de colégio e coleccionadores de fitas mixadas que eram Juan Atkins, Derrick May e Kevin Saunderson encontraram inspiração na Midnight Funk Association, um programa de rádio eclético, de 5 horas de duração, que ia ao ar de madrugada em diversas estações de rádio de Detroit. O programa era comandado desde 1977 até meados da década de 1980 pelo DJ Charles Johnson. O programa proporcionava doses pesadas de sons electrónicos como os de George Clinton, Kraftwerk e Tangerine Dream.
Fazendo um breve parênteses iremos falar do grupo que se calhar foi o que mais marcou então o Techno que foram os Kraftwerk, é um grupo musical alemão que inventou um estilo de música techno totalmente feita e tocada por meio de sintetizadores, tornando a música electrónica mais acessível ao grande público, principalmente porque se tornaram os precursores de estilos como o techno e o electro, bem como a moderna dance music em geral. A banda foi fundada por Florian Schneider e Ralf Hütter em 1970, mas contando sempre com a participação de outros músicos, sendo que muitos sequer chegaram a participar de algum disco. Entretanto, a formação mais conhecida, duradoura e bem sucedida foi aquela que se consolidou entre 1975 e 1987 e que incluía os percussionistas Wolfgang Flür e Karl Bartos.
As técnicas que os Kraftwerk introduziram, assim como os equipamentos desenvolvidos por eles, são elementos comuns na música moderna. A banda tem sido considerada por alguns como tão influente como os Beatles na sua participação na música popular na segunda metade do século XX. As suas letras lidam com a vida urbana e a tecnologia europeia pós-guerra. Geralmente mínimas, ainda assim revelam celebração e alertas sobre o mundo moderno.
Kraftwer
Continuando então com o Tecnho e depois fazendo uma puxada para o House temos então, apesar de inicialmente conhecido como uma música de festa que era mixada diariamente em programas de rádio e tocada em clubes estudantis de Detroit, o Techno cresceu ao ponto de se tornar um fenómeno global. Estes clubes criaram a incubadora na qual o Techno se desenvolveu. Esses jovens promoters criaram e desenvolveram a cena de dance music local captando os gostos da audiência local composta pelos jovens e produzindo festas com DJs inovativos e uma música moderna. Assim que esses clubes locais foram crescendo em popularidade, grupos de DJs começaram a organizar-se e a vender as suas técnicas de mixagem e sound system para os clubes, sob nomes como Audio Mix e Direct Drive para abastecer o número crescente de ouvintes. Locais como centros de actividades de igrejas, galpões abandonados, escritórios e auditórios foram as primeiras localizações onde o público (na sua maioria menores de idade) se reunia e onde o estilo e a forma musical do techno foram definidos.
A música logo atraiu atenção suficiente para criar seu próprio clube, o Music Institute. Este foi fundado por Chez Damier, Derrick May e outros poucos investidores. Apesar de ter vida curta, este clube ficou conhecido internacionalmente, pelos seus sets que duravam a noite toda, as espaçosas salas brancas, e o bar de sucos (o Institute jamais serviu bebidas alcoólicas). Rapidamente, o techno começou a ser visto por muitos dos seus criadores e pelos produtores que se ligaram ao estilo como uma expressão da angústia pós-industrial. Também tomou por orientação temas High-Tech e de Ficção-Científica.
Os produtores musicais usaram a palavra "techno" num senso geral em 1984 (como no clássico do Cybotron "Techno City"), e esporádicas referências a um pouco definido "techno-pop" podem ser encontradas na imprensa musical nos meados da década de 80. De qualquer forma, não foi antes de Neil Rushton lançar a compilação "Techno! The New Dance Sound of Detroit" (Techno! o novo som dançante de Detroit) pela Virgin Records em 1988 que a palavra Techno passou formalmente a descrever um género musical.
Desde então o Techno foi definido retroactivamente para englobar, entre outros, trabalhos datando desde "Shari Vari" (1981) por A Number of Names, as primeiras composições do Cybotron (1981), "I Feel Love" (1977) por Donna Summer e Giorgio Moroder´s, e as mais dançantes selecções do repertório dos Kraftwerk entre 1977 e 1983.
DJ
Os produtores musicais, especialmente May e Saunderson, admitiram ser fascinados pela cena clube de Chicago e serem influenciados pelo House em particular. Essa influência é especialmente evidente nas faixas da primeira compilação, assim como em muitas das outras composições e remixes que eles lançaram entre 1988 e 1992. O hit de May do Inverno de 1987-88 "Strings Of Life" (lançado sobre o "nom de plume" Rhythim Is Rhythim), por exemplo, é considerado um clássico tanto nos gêneros House como Techno. Ao mesmo tempo, existe uma evidência de que o som de Chicago foi influenciado pelos "Três de Detroit". May chegou a alugar o equipamento de um músico que actuava na cena de Chicago, Keith "Jack Master Funk" Farley, para fazer a música clássica "House Nation".
Uma leva de lançamentos com influências Techno feitos por novos produtores em 1991-92 resultara numa rápida fragmentação e divergência do género techno do house. Muitos desses produtores eram do Reino Unido e da Holanda, locais onde o techno ganhou grande número de seguidores e teve um papel crucial no desenvolvimento das cenas club e rave. Muitas dessas novas faixas seguindo géneros como IDM, trance, Hardcore e Jungle, levaram a música em direcções mais experimentais do que os originadores do techno pretendiam. O Techno "puro" de Detroit permaneceu como um subgénero, de qualquer forma, liderado por uma nova safra de produtores da área de Detroit como Carl Craig, Kenny Larkin, Richie Hawtin, Jeff Mills, Drexciya e Robert Hood, além de certos músicos do Reino Unido, Bélgica e Alemanha.
Derrick May frequentemente compara o Techno a "George Clinton e Kraftwerk presos em um elevador". Por várias razões, o Techno é visto pelo mainstream americano, mesmo entre Afro-americanos, como "música de branco", mesmo que muitos dos seus criadores e produtores fossem negros. As similaridades históricas entre Techno, Jazz e Rock n’ Roll de um ponto de vista racial, são ponto de divergência entre fãs e músicos.
Em anos recentes, de qualquer forma, a publicação de histórias relativamente aperfeiçoadas pelos autores Simon Reynolds (Geração Ecstasy a.k.a. Energy Flash) e Dan Sicko (Techno Rebels), além da cobertura da imprensa mainstream do Detroit Electronic Music Festival, ajudaram a difundir a mitologia mais dúbia do género. O Género expandiu-se mais após recentes pioneiros do House como o Moby, The Zombie Hunter´s Guild, Orbital e Future sound of London fazerem o estilo brotar na cultura pop mainstream.
Continuamos então com o House, que é um estilo musical que surgiu em Chicago, Estados Unidos, na primeira metade da década de 1980.” (...) Tudo começa em 1986, em Chicago num clube o Warhouse”. (2)
A origem do nome deu-se devido a esse novo estilo de dance music que surgia e começava a ser tocada no night club chamado Warehouse. Os frequentadores da casa iam às lojas de discos a procura das músicas que ouviam no club e pediam por "aquela música da Warehouse", até as lojas começarem a encurtar o nome de Warehouse Music, para apenas House music. Muitos dizem que o House Music é uma vertente da disco music dos anos 70, pois foram estilos de música quase que contemporâneos. Frankie Knuckles é aclamado por muitos como o "pai" da House Music, ele que é um dos pioneiros deste género juntamente com outros nomes como Tony Humphries. Actualmente existem muitas sub-vertentes do House, tais como: Funky-House, Tech-House, Disco-House, Progressive House, Electro-House, Acid house, Soulful House, Neo-Jazz-House entre outros.
O elemento comum de quase toda a "house music" é uma batida 4/4 gerada numa bateria eletrônica, completada com uma sólida (muitas vezes também gerada electronicamente) linha de baixo e, em muitos casos, acréscimos de "samplers", ou pequenas porções de voz ou de instrumentos de outras músicas. Representa, de certa forma, também uma evolução do disco music dos anos 70. A maioria dos projectos (desenvolvidos por DJs e produtores) e grupos de House music têm como origem a Itália, a Alemanha, a Bélgica, além dos EUA e Reino Unido.
O House é hoje muito utilizado em várias discotecas do mundo, sendo um dos principais géneros de dança do mundo. Actualmente o House faz bastantes remix de músicas dos anos 60, 70 e 80 criando assim e com um novo bit uma nova música, alterando apenas e letra original, actualmente existem variados nomes mundiais a passar e tocar a chamado música House, um desses nomes é Carl Cox, Benny Benassi, Bob Sinclair.
Estes são então alguns dos nomes mais marcantes do House actual, e por sua vez são os melhores do mundo.
O hip-hop emergiu no final da década de 1960 nos subúrbios negros e latinos de Nova Iorque. Estes subúrbios, verdadeiros guetos, enfrentavam diversos problemas de ordem social como pobreza, violência, racismo, tráfico de drogas, carências de infra-estruturas e de educação, entre outros. Os jovens encontravam na rua o único espaço de lazer, e geralmente entravam num sistema de gangues, aos quais se confrontavam de maneira violenta na luta pelo domínio territorial. Os Sound System foram levados para o Bronx, um dos bairros de Nova Iorque de maioria negra, pelo DJ Kool Herc, que com doze anos emigrou para os Estados Unidos com a família. Foi Herc que introduziu o Toast (modo de cantar com rimas bem feitas, relacionadas com o o quotodiano e outras banais e sexuais, cantadas em cima de reggae instrumental), que daria origem ao rap. Os gangues foram encontrando naquelas novas formas de arte uma maneira de canalizar a violência em que viviam submersos, e passaram a frequentar as festas e a dançar break, competir com passos de dança e acabar com as armas. Essa foi a proposta de Afrika Bambaataa, considerado hoje o padrinho da cultura hip-hop, o idealizador da junção dos elementos, criador do termo hip-hop e por anos tido como "master of records" (mestre dos discos), pela sua vasta coleção de discos de vinil.
Em 12 de novembro de 1973 foi criada a primeira organização que tinha como interesses o hip hop, cuja sede estava situada no bairro do Bronx. «A Zulu Nation tem como objetivo acabar com os vários problemas dos jovens dos subúrbios, especialmente a violência. Começaram a organizar-se "batalhas" não violentas entre gangues com um objetivo pacificador.» (1)
9.2.O Rap
Ao inicio o DJ era o MC (Move the Crowd aka Master of Ceremonies), que tinha o papel principal, usando as mesas de mistura para mixar a sua música em tempo real, criando a partir de uma música, uma nova música completamente diferente. Foi então que um pouco mais tarde deu lugar a um novo participante - O rapper, personagem que começou a discursar de forma ritmada, rimando sobre os beats feitos pelo DJ, adoptando o papel principal de interacção com o público que o DJ havia até então desempenhado - nascia o RAP (Rhythm And Poetry). As suas influências vêm do Soul, do jazz e do funk, algumas delas vieram até do reggae, bem como várias outras influências, consoante o seu subgénero.
9.3.Vertentes da cultura Hip-Hop
O Hip Hop está a ser reduzido, cada vez mais é referido como se fosse um estilo musical, pois na verdade ele é algo mais amplo do que isso, e as suas vertentes englobam outros tipos bem diferentes de expressão artística alem da musical. Para sermos precisos e correctos, o Hip Hop não tem tal objectividade para ser rotulado como género musical, pois é repartido por campos heterogéneos. «O termo hip-hop significa, numa tradução literal, movimentar os quadris e saltar (to hop e to hip, em inglês), e surgiu no final dos anos 60 em Nova York. Com o tempo, o hip-hop passou a designar um conjunto de manifestações culturais: um estilo musical, o rap; uma maneira de apresentar essa música em shows e bailes que envolve um DJ (disc-jóquei) e um MC (mestre-de-cerimónias); uma dança, o break; e uma forma de
expressão o graffiti (2) KRS-One, um dos mais importantes MC's da história desta cultura diz numa célebre frase: "Rap is something you do, Hip Hop is something you live." (Rap é algo que se faz, e Hip Hop é algo que se vive) Os ideais do Hip Hop foram desde o seu inicio a paz, o amor, a união e a diversão segura. (Peace, Love, Unity and Safely Having Fun - Afrika Bambaataa)
9.4.As 4 bases do Hip-Hop
DJ (disc-jockey)
Operador de discos, que faz bases e colagens rítmicas sobre as quais se articulam os outros elementos, hoje o DJ é considerado um músico, após a introdução dos scratches de GradMixer DST na canção "Rock it" de Herbie Hancock, que representa um incremento da composição e não somente um efeito. O breakbeat é a criação de uma batida em cima de composições já existentes, uma espécie de loop. Seu criador DJ Kool Herc desenvolveu esta técnica possibilitando B.Boys a dançarem e MCs a cantarem. O Beat-Juggling já é a criação de composições pelos DJ nos toca-discos, com discos e canções diferentes. Há diversos tipos de DJs: o DJ de grupo, de baile/festas/aniversários/eventos em geral e o DJ de competição. Este por sua vez, faz da técnica e criatividade, os elementos essências para despertar e prender a atenção do público. Um DJ de competição é um DJ que desenvolve e realiza apresentações contendo scratchs, batidas e até frases recortadas de diferentes discos (samples). Esses DJs competem entre si usando todo e qualquer excerto musical de um vinil.
DJ Mixando
Um grupo de Mc's
MC (master of cerimonies)
Mestre de Cerimónia, é o porta-voz que relata, através de articulações de rimas, os problemas, carências e experiências em geral dos guetos. Não só descreve, também lança mensagens de alerta e orientação, o MC tem como principal função animar uma festa e contribuir com as pessoas para se divertirem. Muitos MCs no início do hip-hop davam recados, mandavam cantadas e simplesmente animavam as festas com algumas rimas. O primeiro MC foi Coke La Rock, MC que animava as festas de Kool Herc. O MC é aquele que através de suas rimas mostra as várias formas de reivindicação, angustias e injustiças com as classes sociais mais desfavoráveis mostrando o poder da transformação.
Dançarino em Nova Iorque
Break dance Break Dance (B-boying, Popping e Locking), por convenção, chama-se todas essas danças de Break Dance. Apesar de terem a mesma origem, são de lugares distintos e por isso apresentam influências das mais variadas. Desde o início da década de 60, quando a onda de música negra assolou os Estados Unidos, a população das grandes cidades sentia uma maior proximidade com estes artistas, principalmente por sua maneira verdadeira de demonstrar a alma em suas canções. As gangues da época usavam o break para disputar território, a gangue que se destacava melhor era a que comandava o território. A dança é inspirada nos movimentos da guerra.
Graffiti .
9.5.Graffiti
Expressão plástica, o graffiti representa desenhos, apelidos ou mensagens sobre qualquer assunto, feitas com spray, rolinho e pincel em muros ou paredes. Sendo considerado por muitos uma forma de arte, diferente do "picho", que tem outra função de apenas deixar sua marca, o graffiti é usado por muitos como forma de expressão e denúncia.
9.6.Quando nasceu o Hip-Hop em Portugal?
O Hip-Hop chegou a Portugal na década de 80. Primeiro invadiu Lisboa e Porto (zona de Chelas, Amadora, Cacem e margem do Tejo) nos guetos (bairros de lata; zonas de exclusão) mas depressa se tornou vulgar Na América, o hip-hop trouxe a moda da streetwear, usada em Portugal pelos mais novos e os quatro elementos fundamentais: o MC’ing, o DJ’ing, a break-dance e graffiti. Nos becos, juntavam-se os putos de rua, vestidos com sweatshirts Bana, ténis de marca e atacadores largos, levando rimas feitas em casa.
9.6.1.Qual a primeira forma de Hip-Hop em Portugal?
A primeira forma de hip-hop em Portugal foi com o álbum “Rapublica” dos Black Company lançado em 1994 que o hip hop se afirmou de vez entre os tugas. O refrão «Não sabe nadar, yo» depressa chegou às bocas do povo. Até o Presidente da República da altura, Mário Soares, o usou num dos seus discursos acerca da polémica das gravuras de Foz Côa: "As gravuras não sabem nadar, yo!". Começaram a despertar projectos marginais, preocupações comerciais. Como referiu Sam the Kid, uma das estrelas do hip hop nacional, numa entrevista ao Mundo Universitário, “as pessoas quando começam a fazer música não pensam no negócio, pensam só em criar.” Depois de 10 anos a fermentar, o movimento surgiu agora em grande forma pelas mãos das editoras mais perspicazes que uniram o útil ao agradável.
9.7.Artistas de Hip-Hop Português
Temos vários artistas de hip-hop português como: Valete, Sam the kid, D´weasel, Boss-ac entre outros são estes que se destacam pela qualidade da sua música que “move” centenas de fãs, e que levam a que o hip-hop em Portugal se expanda a outros países. Entre estes escolhi para aprofundar o Boss-ac pois combina o hip-hop com a música africana, e o Sam the Kid, pois é um dos artistas de hip-hop que mais gosto e a sua música é original portuguesa, e as letras têm uma critica importante para quem ouve.
9.8.Podemos afirmar que as roupas no hip-hop influenciam a sua actuação?
Sim, pois as roupas que são utilizadas no hip-hop são largas, para que os movimentos fiquem maiores, dando mais efeito visual para a dança. Também são utilizados bonés, muitas vezes virados para trás ou de lado. Embora algumas sejam discretas, muitas vezes as roupas usadas têm cores vistosas para aumentar o efeito visual durante a dança. Outros acessórios utilizados são bandanas, munhequeiras, joelheiras, capacete, mas isso depende das manobras feitas.
9.9.BOSS-AC
O primeiro registo discográfico remonta ao ano de 1994, com a sua participação em “Rapública”, compilação que reunia a nata dos então rappers nacionais e que revelou nomes como Black Company, Zona Dread ou Líderes da Nova Mensagem. De todos estes é, ainda hoje, dos poucos que continuam a assinar sucessos no rap nacional. O álbum de estreia, “Mandachuva”, de 1998, gravado nos Estados Unidos, com a ajuda de Troy Hightower, um dos mais requisitados misturadores de Hip Hop dos EUA, revelou uma maturidade rara e prenunciou o redefinir de novos caminhos na música de AC.
O seu segundo álbum de originais, de 2002, “Rimar Contra a Maré” – inteiramente gravado, produzido e misturado pelo próprio autor – foi um disco porventura mais autobiográfico e introspectivo, revelando uma faceta mais adulta do artista que se aventurou definitivamente na fusão com músicas luso-africanas de raiz mais tradicional. O sucesso firmava-se lenta e inexoravelmente. O sucesso de “Rimar Contra a Maré” ultrapassou as fronteiras, reflectindo-se, por exemplo, na nomeação do videoclip de “Dinero”, para os African Video Awards, na categoria “Melhores Efeitos Especiais, no consagrado canal sul-africano “Channel0”, uma espécie de MTV africana. Incansável na busca de novos desafios à sua capacidade criativa, Boss AC continua a embarcar em mais algumas surpreendentes aventuras, nomeadamente reforçando o seu papel de produtor.
Se 2005 foi o ano em que Portugal se abriu para o Hip Hop, confirmando-o enquanto nova orientação cultural das gerações emergentes, foi também o ano de Boss AC. A materialização do sucesso começou com a edição de “Ritmo, Amor e Palavras”, o terceiro registo de originais, um disco que se assume como uma poderosa declaração de amor, feita de ritmos e palavras e que reúne uma impressionante galeria de colaboradores dos mais diversos quadrantes, onde se destacam figuras como Pos (Plugwon) dos americanos De La Soul, Da Weasel, Sam The Kid e Pedro Aires Magalhães, entre muitos outros. No final de 2007 AC entrou em estúdio e começou a compor em linhas gerais, aquele que seria o seu quarto disco de originais. No início de 2008, numa campanha de promoção da Vodafone, já era possível ouvir o novo tema “Levanta-te” que viria a fazer parte desse mesmo disco. Em Outubro de 2008, deslocou-se, como das últimas vezes, aos Estados Unidos onde, na companhia de Troy Hightower, misturou e masterizou o disco “Preto no Branco” com edição aprazada para o primeiro trimestre de 2009.
9.9.1.Sam the Kid
Nome artístico de Samuel Mira, (Marvila (Lisboa), 17 de Julho de 1979) é um músico português. Se 2001 se revelou um ano decisivo para o crescimento do hip-hop nacional, Sam the Kid foi um dos principais responsáveis pela proeza, a par de nomes como Mind da Gap, Bullet, Chullage, Micro e Valete, entre outros. O primeiro álbum, Entre(tanto) estava disponível desde 1999, mas só em 2001, e em grande parte devido ao disco instrumental Beats Vol 1: Amor, o nome Sam the Kid começou a marcar pontos fora de casa, que é como quem diz, no circuito de fiéis seguidores do universo hip-hop. Construído a partir da história de amor vivida pelos pais de Samuel Mira, Beats Vol 1: Amor convenceu tudo e todos sem grandes dificuldades, tendo sido considerado por muitos entendidos na matéria como um dos melhores álbuns do ano da colheita nacional. Gravado em casa, com recurso a um vasto arquivo de samples recolhidos em discos, vídeos pornográficos, telenovelas e chamadas telefónicas, privadas ou não, Sam the Kid transpôs a barreira que até então o limitara ao subúrbio do hip-hop, desbravando caminho até ouvidos atentos à música, mas até então desatentos ao trabalho de Samuel. Quando viu chegar a oportunidade de gravar o álbum de estreia, já Sam the Kid tinha em carteira uma série de gravações, feitas em casa, em formato cassete, mini-disc, CD, e até com recurso à câmara de vídeo. Foi depois de ter ouvido 93 Til Infinity (1993) dos Souls of Mischief, que Sam começou a desenhar o seu futuro na música a lápis mais carregado. A rádio foi o primeiro veículo encontrado pelo músico para a divulgação do trabalho que já tinha em avanço, sobretudo através do programa "Repto". Anos mais tarde, em 2001, depois de várias provas de talento dadas e de dois discos editados, Entre(tanto) e Sobre(tudo), a então recém-criada Loop: Recordings, de Rui Miguel Abreu, propunha um contrato discográfico a Sam the Kid. A primeira aposta no artista foi Beats Vol 1: Amor. O álbum, Pratica(mente), teve o seu lançamento em Dezembro de 2006. No tema "poetas de karaoke" critica os artistas que cantam em inglês, embora seja também uma crítica aos próprios rappers e ao seu estilo americanizado. Com este tema Sam afirma não apenas a sua identidade como músico, mas sobretudo a liberdade de experimentar e reinventar a língua portuguesa no chamado "hip-hop tuga". Em 2008, lança uma reedição de Pratica(mente), com canções inéditas e convidados como Valete, Regula, Beto ou Shaulin.